segunda-feira, 17 de novembro de 2008

OBESIDADE

Obesidade

Actualmente, a obesidade é uma das situações que mais preocupações coloca aos profissionais de saúde, já que a sua incidência tem aumentado consideravelmente nas últimas décadas, em todo o mundo.

O impacto da obesidade sobre o estado de saúde dos indivíduos e populações é tal que esta situação foi classificada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como um dos principais problemas de Saúde Pública dos nossos dias, já que contribui, em todo o mundo, como o segundo factor de risco de mortalidade precoce.

Portugal não escapa a este quadro negro, conforme concluiu um estudo recente da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade, que constatou que cerca de 40% da população portuguesa adulta sofre de obesidade.

Apesar do que se possa pensar, a obesidade é «um problema de saúde e não um problema estético. Trata-se de uma doença crónica e é como tal que tem de ser tratada. A obesidade associa-se ainda a um grande número de co-morbilidades, assim como a uma redução da esperança de vida, pelo que merece toda a atenção dos profissionais de saúde», afirma a Prof.ª Isabel do Carmo, endocrinologista no Hospital de Santa Maria.

A obesidade pode ter consequências desastrosas a nível da saúde e da satisfação. Para além de estar relacionada com o factor físico, esta é uma doença que causa grande impacto social na vida do indivíduo, uma vez que este se depara frequentemente com problemas psicológicos, como perda da auto - estima, ansiedade e depressão, tornando-a um fardo ainda mais pesado.




Obesidade na Humanidade

“A Obesidade afecta 250 milhões de pessoas no mundo”

“Há no mundo mais obesos do que desnutridos” diz o Prof. Davide Carvalho, presidente do 10º Congresso Português de Obesidade que iniciou no Porto no dia 09 de Novembro de 2006.

“Consideramos a obesidade um problema importante que necessita ser tratado, juntamente com o problema de subalimentação” diz Prakash Shetty, Chefe do Serviço de Planeamento, Estimativa e Avaliação da Nutrição, da FAO ( Food and Agriculture Organization of United Nations).

Os especialistas tinham duvidas em despertar atenções sobre a obesidade, enquanto havia tantas vidas comprometidas pela fome. De um total de 850 milhões de pessoas que padecem pela fome no mundo 780 milhões encontram se nos países em desenvolvimento. Mas os dados alarmantes apresentados em 2001 pelo Worlwatch Institute colocaram na berlinda a forma tradicional de pensar essa questão: pela primeira vez, o número de pessoas sobrealimentadas no mundo compete com as subalimentadas.

É irónico de como os países em desenvolvimento se estejam as esforçar para reduzir a fome, se esqueçam de enfrentar um grave problema dentro de suas casas, a Obesidade.

Um estudo realizado em 1999 pelas Nações Unidas descobriu que o problema da obesidade está presente em todas as regiões em desenvolvimento, aumentando aceleradamente também nos países donde existe fome em estado permanente.

Na China, por exemplo, o número de pessoas com sobrepeso passou de menos de 10% para 15% em apenas 3 anos. No Brasil e na Colômbia a percentagem de obesos fica ao redor dos 40%, nível compatível com o de diversos países europeus.

De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde) a quantidade de pessoas com obesidade ou excesso de peso poderá aumentar 50% até ao ano 2015 se a tendência persistir, o que aumentará o risco de doenças cardiovasculares.

Mais de 1 bilhão de pessoas de todo o mundo têm excesso de peso e esse número poderá chegar a 1,5 bilhão antes de 2015, adverte ainda a mesma organização.

O excesso de peso e a obesidade são importantes factores de risco para doenças cardiovasculares, que são a primeira causa de morte em todo o mundo (17 milhões de óbitos por ano) onde se acrescenta que esta evolução se deve ao aumento do consumo de calorias por dia e á maior ingestão de sal, gordura e açúcar.

A Obesidade no mundo em desenvolvimento não é uma surpresa para a FAO (Food and Agriculture Organization) : “ Já sabíamos que o mundo produzia alimentos suficientes para todos, porem os alimentos nem sempre chegam a quem deles necessita” afirma Barbara Burlingame, Funcionaria Superior do Grupo de Estimativa e Avaliação das Repercussões da Nutrição, da FAO.



Obesidade em Portugal

Em Portugal e ainda de acordo com o Professor Davide Carvalho, Presidente do 10º Congresso de Obesidade que decorreu em Portugal, a obesidade e o excesso de peso atinge mais de metade dos portugueses ( 52,4% ) o que torna o problema ainda mais alarmante.

O problema da obesidade é classificado como “um dos mais graves problemas de saúde pública do País” de acordo com o mesmo professor.

Outro dos dados que foi realçado no 10º Congresso Português de Obesidade é que, nos últimos 6 anos, aumentaram em 29% os custos com o tratamento da obesidade e doenças relacionadas em Portugal.

O excesso de peso e a obesidade atingem 40% da população portuguesa adulta, sendo mais elevada nas pessoas com mais de 55 anos e nas de escolaridade e classe social mais baixas. Por sua vez, a obesidade Infantil pode atingir 3 em cada 10 crianças, de acordo com o estudo realizado pelo Departamento de Antropologia da Universidade de Coimbra, de 2001, segundo o qual, numa amostra de 4511 crianças entre os 7 e os 9 anos, 31,56% eram obesas.

O combate á obesidade, já considerada pela Direcção – Geral de Saúde como uma doença crónica, exige estratégias de longa duração, focadas sobretudo na prevenção mas isso implica custos elevados : em Portugal atinge os 235milhões de euros, de acordo com dados do INS (Instituto Nacional de Saúde)

A luta para com esta doença passa necessariamente pela promoção de uma alimentação saudável complementada com actividade física. Fazê-lo é urgente, visto que a obesidade é um dos principais factores de risco para doenças.

Podemos ver que nem mesmo nos estudos através de entidades acreditadas se encontram um padrão nem uma certeza relativamente a números.

O que devemos reter é que devemos ter cada vez mais em conta a problemática da obesidade pois ela alastra-se de uma forma assustadora e pode fazer com que a qualidade de vida das pessoas seja cada vez mais precária, mesmo tendo todas as comodidades que a tecnologia nos pode dar.



O que é a Obesidade

De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde) a obesidade é : “uma doença em que o excesso de gordura corporal acumulada pode atingir graus capazes de afectar a saúde. É doença crónica, com enorme prevalência nos países desenvolvidos, atinge homens e mulheres de todas a idades e etnias, reduz a qualidade de vida e tem elevadas taxas de morbilidade e mortalidade.”
“A Obesidade é caracterizada por um armazenamento excessivo de gordura sendo prejudicial para a saúde e bem – estar.”- Instituto do Corpo (Médicos de Portugal)
“Obesidade, nediez, ou pimelose (tecnicamente, do grego pimelē = gordura e ose = processo mórbido) é a acumulação excessiva e patológica de gordura no organismo, acima de quinze por cento do peso considerado óptimo - o que se observa através da comparação entre peso e altura.
Denomina se obesidade uma enfermidade caracterizada pelo acumulação excessiva de gordura corporal, associada a problemas de saúde, ou seja, que traz prejuízos á saúde do indivíduo, tais como dificuldades respiratórias, problemas dermatológicos e distúrbios do aparelho locomotor, além de favorecer o surgimento de enfermidades potencialmente letais como dislipidemias, doenças cardiovasculares, Diabetes Não – Insulino – Dependente( Tipo II ) e outros tipos de cancro. Contudo, o grau de excesso de gordura, sua distribuição corporal e as consequências para a saúde apresentam variação entre os obesos.
A obesidade é considerada uma doença integrante do Grupo de Doenças Crónicas Não- Transmissíveis ( DCNT ), as quais são de difícil conceito, gerando aspecto polémicos quanto á sua própria denominação, seja como doenças não – infecciosas seja como doenças crónicas – degenerativas ou como doenças crónicas não - transmissíveis , sendo está ultima o conceito mais utilizado.
De uma forma mais simplista podemos designar a obesidade como um aumento excessivo de peso, sobretudo de gorduras, que por si só constitui um perigo para a saúde.
A obesidade é considerada uma doença crónica que resulta do armazenamento excessivo de gordura. È o resultado da interacção de vários factores entre os quais os genéticos, bioquímicos, hormonais, culturais e comportamentais.
Doença complexa, a obesidade é uma condição com varias dimensões, sociais e psicológicas, afectando em potência pessoas de todas as idades e grupos sociais.

Mas estou gordo ou não podemos nos perguntar? Como saber isso?

Podemos saber através do IMC ( Índice de Massa Corporal) ou Body Mass Index ( BMI ).
Este dois conceitos são dados através da relação entre peso ( expresso em kg) e o quadrado da altura ( expresso em metros).
Desta forma a obesidade pode ser caracterizada em quatro estados:
- Pré Obesidade
- Obesidade Grau I
- Obesidade Grau II
- Obesidade Grau III ou Mórbida

O IMC ou BMI pode ser correlacionado com o valor da circunferência abdominal e a relação quadril / cintura. A circunferência abdominal é utilizada para quantificar o conteúdo de gordura abdominal; este parâmetro torna se significativo se superar 102cm no homem e 88 cm na mulher, com um IMC acima de 25.1.

Quanto a relação cintura / quadril, a circunferência da cintura é obtida medindo o local mais estreito ao nível abdominal enquanto que a circunferência do quadril é medida no ponto mais largo no nível dos glúteos.

Este parâmetro torna se significativo se ultrapassar 0.85 – 0.90 nos homens e 0.75 – 0.80 nas mulheres com um BMI superior a 25.

Existem outras formas de avaliar a composição corporal entre as quais a Pesagem Hidrostática, a Absortometria Radiológica de Dupla Energia (DEXA), a Plicometria, os Perímetros e a Bioempedância.



Tipos de Obesidade

Existem três tipos de obesidade : Difusa ou Generalizada, Andróide e Ginóide.

A obesidade andróide, de abdominal ou visceral – quando o tecido adiposo se acumula na metade superior do corpo, sobretudo no abdómen. É típica do homem obeso. A obesidade visceral está associada a complicações metabólicas, como diabetes tipo 2 e a displidémia e as doenças cardiovasculares, como a hipertensão arterial, a doença coronária e a doença vascular cerebral, bem como a síndroma do ovário poliquístico e a disfunção endotelial ( ou seja a deterioração do revestimento interior dos vasos sanguíneos). A associação da obesidade a estas doenças está dependente da gordura intra - abdominal e não na gordura total do corpo.

A obesidade ginóide – quando a gordura se distribui , principalmente , na metade inferior do corpo, particularmente na região glútea e coxas. É um tipo de obesidade tipicamente feminina.
No caso da difusa ou generalizada não á muito a acrescentar pois o próprio nome já diz tudo.



Doenças Potenciais

A Obesidade potencia várias doenças tanto do aparelho cardiovascular, como gastrointestinal, genito – urinário e reprodutor, sistema pulmonar, outras alterações, tais como, insuficiência venosa, osteartroses, hérnias ou ainda complicações metabólicas do género diabetes tipo 2 ou hiperlipidémia.

Aparelho cardiovascular - hipertensão arterial, arteriosclerose, insuficiência cardíaca congestiva e angina de peito;

Complicações metabólicas - hiperlipidémia, alterações de tolerância à glicose, diabetes tipo 2, gota;

Sistema pulmonar - dispneia (dificuldade em respirar) e fadiga, síndroma de insuficiência respiratória do obeso, apneia de sono (ressonar) e embolismo pulmonar;

Aparelho gastrintestinal - esteatose hepática, litíase vesicular (formação de areias ou pequenos cálculos na vesícula) e carcinoma do cólon;

Aparelho genito-urinário e reprodutor - infertilidade e amenorreia (ausência anormal da menstruação), incontinência urinária de esforço, hiperplasia e carcinoma do endométrio, carcinoma da mama, carcinoma da próstata, hipogonadismo hipotalâmico e hirsutismo;

Outras alterações - osteartroses, insuficiência venosa crónica, risco anestésico, hérnias e propensão a quedas.

A obesidade não só provoca problemas no campo patológico como também provoca alterações socio-económicas e psicossociais:
- Discriminação educativa, laboral e social;
- Isolamento social;
- Depressão e perda de auto-estima.


O que Causa a Obesidade

O excesso de gordura resulta de sucessivos balanços energéticos positivos, em que a quantidade de energia ingerida é superior à quantidade de energia despendida. Os factores que determinam este desequilíbrio são complexos e podem ter origem genética, metabólica, ambiental e comportamental.

Uma dieta hiperenergética, com excesso de gorduras, de hidratos de carbono e de álcool, aliada a uma vida sedentária, leva à acumulação de excesso de massa gorda.

Existem provas científicas que sugerem haver uma predisposição genética que determina, em certos indivíduos, uma maior acumulação de gordura na zona abdominal, em resposta ao excesso de ingestão de energia e/ou à diminuição da actividade física

O sedentarismo é a causa mais importante do excesso de peso e da obesidade. Por esse simples motivo, a actividade física tem que ser o primeiro item de qualquer programa realista de tratamento da doença.

A pessoa sedentária deve começar a reeducar-se nas suas actividades quotidianas. Se ela mora em apartamento, por exemplo, pode utilizar as escadas, em vez do elevador. Mesmo isso, porém, deve ser feito gradualmente. A pessoa que mora no sétimo andar pode subir apenas um lance de escada no primeiro dia e o restante de elevador. E ir aumentando o esforço, dia após dia, até conseguir galgar todos os andares.

A partir daí, abre-se espaço para uma actividade física sistemática. Mas é preciso que seja uma actividade aeróbia (caminhada, corrida, bicicleta, hidroginástica, natação, remo, dança, ginástica aeróbica de baixo impacto etc.), com elevação da frequência cardíaca a até 75% de sua capacidade máxima.

Nessas condições, a primeira coisa que o organismo faz é libertar-se da glicose, armazenada nos músculos sob a forma de glicogénio. Depois de aproximadamente 30 minutos, quando o glicogénio se esgota, o organismo começa a queimar gordura como fonte de energia.

As dietas restritivas devem ser evitadas. Até porque, exactamente pelo facto de serem desbalanceadas, o organismo defende-se espontaneamente delas, fazendo com que, após um período de restrição, a pessoa coma muito mais. O que o indivíduo precisa, isto sim, é buscar uma mudança no estilo de vida, pois os factores comportamentais desempenham, de longe, o papel mais importante no emagrecimento.




Os Factores de Risco

Existem vários factores que potência o risco de obesidade, tais como a vida sedentária, zona de habitação, o grau de informação e formação, gravidez ou ainda factores genéticos.
Vida Sedentária - quanto mais horas de televisão, jogos electrónicos ou jogos de computador, maior a prevalência de obesidade;
Zona de Residência Urbana - quanto mais urbanizada é a zona de residência maior é a prevalência de obesidade;
Grau de Informação e Formação - quanto menor o grau de informação e formação, maior a prevalência de obesidade;
Factores genéticos - a presença de genes envolvidos no aumento do peso aumentam a susceptibilidade ao risco para desenvolver obesidade, quando o indivíduo é exposto a condições ambientais favorecedoras, o que significa que a obesidade tem tendência familiar;
Gravidez e menopausa podem contribuir para o aumento do armazenamento da gordura na mulher com excesso de peso.


EXERCÍCIO FÍSICO

Existe uma vasta gama de informação científica concorrente para o facto de o exercício físico ajudar a manter a massa magra em processos de perda de peso.

Normalmente, o peso corporal e a massa gorda diminuem com programas de treino cardiovascular, enquanto que a massa magra permanece constante ou aumenta (ACSM, 1983;McArdle.,1999). Programas de actividade física desenvolvidos 3 vezes por semana, com uma duração mínima de 20 minutos e uma intensidade e volume suficientes para promover um dispêndio calórico de 300 kcal por sessão, são apontados como o limiar mínimo para que ocorra uma redução de peso e massa gorda (ACSM, 1983).

A actividade física é um importante factor de controlo de peso ao longo da vida. De facto, homens e mulheres idosas que tenham mantido um estilo de vida activo fogem ao processo normal de ganho de peso que ocorre na idade adulta. O tempo dispêndio em actividade física correlaciona- se negativamente com a percentagem de massa gorda em mulheres jovens e de meia – idade
( McArdle et al.,1999).

Relativamente a tipologia do exercício, a recomendação vai para actividades aeróbias e contínuas que exercitem os grandes grupos musculares, porquanto se constituem como as que implicam um maior gasto calórico, para além de promoverem o metabolismo das gorduras ( McArdle et al.,1999).

O treino de força promove mudanças favoráveis na composição corporal durante processo de perda de peso ( McArdle et al.,1999; Ballor e Poehlman, 1994; Singh, 1998 ). Não obstante o seu modesto consumo calórico (9kcal/min), induz um significativo aumento do metabolismo basal (Van Etten, 1997). Mais ainda, juntar o treino da força a um programa de restrição calórica resulta em manutenção da massa magra em comparação com dieta sem exercícios (Ballor et al, 1988).

Em termos genéricos o programa de treino deve contemplar treino cardiovascular, treino de força e flexibilidade.


Conclusão & Reflexão Final

O primeiro passo: levantar da poltrona e mexer o corpo.
O sedentarismo é a causa mais importante do excesso de peso e da obesidade. Por esse simples motivo, a actividade física tem que ser o primeiro item de qualquer programa realista de tratamento da doença. A pessoa sedentária deve começar reeducando-se nas suas actividades quotidianas. Se ela mora em apartamento, por exemplo, pode utilizar as escadas, em vez do elevador. Mesmo isso, porém, deve ser feito gradativamente. A pessoa que mora no sétimo andar pode subir apenas um lance de escada no primeiro dia e o restante de elevador. E ir aumentando o esforço, dia após dia, até conseguir subir todos os andares.
A partir daí, abre-se espaço para uma actividade física sistemática. Mas é preciso que seja uma actividade aeróbica (caminhada, corrida, bicicleta, hidroginástica, natação, remo, dança, ginástica aeróbica de baixo impacto etc.), com elevação da frequência cardíaca a até 75% de sua capacidade máxima.
Nessas condições, a primeira coisa que o organismo faz é largar a glicose, armazenada nos músculos sob a forma de glicogênio. Depois de aproximadamente 30 minutos, quando o glicogênio se esgota, o organismo começa a queimar gordura como fonte de energia.
As dietas restritivas devem ser evitadas. Até porque, exactamente pelo fato de serem desbalanceadas, o organismo defende-se espontaneamente delas, fazendo com que, após um período de restrição, a pessoa coma muito mais. O que o indivíduo precisa, isto sim, é buscar uma mudança no estilo de vida, pois os factores comportamentais desempenham, de longe, o papel mais importante no emagrecimento.


Segure a compulsão


• Faça um diário alimentar e anote tudo o que come.
• Obedeça rigorosamente ao horário das refeições, comendo com intervalos de 2 a 3 horas.
• Jamais salte refeições.
• Quando, fora dos horários, surgir a vontade de comer, tente uma alternativa (caminhar ou outros exercícios físicos.) que reduza a ansiedade.
• Antes de cada refeição, planeie o que você vai comer e prepare cuidadosamente a mesa e o prato.
• Preste a máxima atenção ao acto de comer. Não coma enquanto lê ou vê televisão.
• Mastigue bem e descanse o garfo entre cada garfada. Isso ajuda a controlar a ansiedade. Mas é eficiente também porque existem dois mecanismos que promovem a saciedade. Um, de natureza mecânica, actua rapidamente, com o preenchimento do estômago. O outro, mais lento, depende da troca de neurotransmissores no cérebro. Comendo devagar, a pessoa dá tempo para que esse segundo mecanismo funcione.
• Nunca faça compras em supermercados de estômago vazio, para não encher o carrinho com guloseimas.
• Não tenha comidas tentadoras (doces, gelados, salgadinhos, bolachas) em casa. Tenha sempre à mão opções saudáveis.
• Não vá a festas de estômago vazio. Se não quando lá chegar, não resistir à tentação de comer alguma coisa, escolha aquilo de que mais gosta e dispense o resto.
Como conclusão final , podemos referir que os estudos que obtiveram maior sucesso no plano de perda de peso, por diminuição da massa gorda e manutenção/ aumento da massa muscular, foram aqueles que conjugaram dieta e exercício físico.
De igual modo, a manutenção do peso ideal também é mais duradoiramente assegurada em função desta tipologia de intervenção.
Ainda assim, o elemento nuclear destes programas deverá ser a mudança de hábitos comportamentais, tanto do ponto de vista alimentar como de pratica de exercício físico, ou seja é uma questão de Estilo de Vida Saudável.





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